Porque compramos jornais ou revistas?
Pela informação? Pelos anúncios publicitários? Pelos brindes e cupões?
Por certo, fazê-mo-lo, em tempos diferentes e em circunstâncias distintas, por todas estas razões (isoladas ou em simultâneo). E será, talvez, no equilíbrio certo entre esta oferta diversificada e na demarcação clara de territórios (em boa hora o Provedor do Público chamou à discussão um assunto de extrema importância) que pode residir o sucesso de uma publicação de âmbito abrangente.
Mas porque falo nisto?
Porque acompanho com alguma inquietação o que vai escrevendo, por estes dias, Jeff Jarvis sobre o declínio do jornalismo escrito. O argumento mais recente movimenta-se neste sentido: os leitores querem 'value for money' e se isso se garante com brindes ou cupões de desconto, pois seja.
Não creio. É frágil demais, é simples demais e nega por completo as principais ideias associadas à existência (e à necessidade de existência) do jornalismo em sociedades plurais.