Inteiramente de acordo. A matematização e a rigidez do modelo não combinam com o nosso jeito europeu, eu diria até latino, de debater ideias [é óbvio que não sugeriria o extremo oposto, da "peixeirada". Os extremos nestas coisas não são boa escolha.]
Afixado por: Madalena Oliveira em dezembro 6, 2005 10:54 AMPoder-se-á acrescentar que os candidatos acentuaram as limitações impostas pelo dispositivo cénico e pela forma de gestão da palavra televisiva acordada previamente. Jogaram mais à defesa, dir-se-á. Talvez também tenha acontecido isso, mas as regras deste modelo são excessivas, remetendo para um tipo de encenação que nos retira da essência de um debate: o confronto de opiniões.
Afixado por: Felisbela Lopes em dezembro 6, 2005 11:12 AMAté a disposição no "plateau" é ambígua. Resta saber o motivo desta opção, quem liderou as propostas aos candidatos e o porquê da ligeireza das várias candidaturas ao aceitarem. O modelo é obviamente norte-americano e, na televisão portuguesa, provém da SIC. Qual o motivo da RTP ter seguido (aceite) a ideia ? Por que razão os debates não foram todos na RTP (serviço público) ? O que faz a SIC e a TVI interessarem-se pelo debate político, a não ser as "milagrosas" audiências ? Qual a verdadeira razão de "debates" controlados ? Na minha opinião, as respostas são tão óbvias, que se desenha a ideia de que poderão vir a ser as primeiras eleições pós-25 de Abril a serem manipuladas.
Afixado por: francisco em dezembro 9, 2005 02:40 AM