novembro 17, 2005

um olhar cansado

Cheguei a este texto sobre uma palestra que Dan Rather deu na Universidade do Maine e, depois de o ler, reforcei a percepção de que o jornalismo é uma profissão de grande risco emocional.
A impressionante carreira de Rather é descrita da seguinte forma:
"After 25 years - and a controversial story about President Bush's stint in the National Guard - Rather stepped down from his anchor seat and now works as a correspondent for the CBS news magazine 60 Minutes".
Muito pouco e muito injusto, qualquer que seja a nossa posição sobre o escândalo que despoletou a sua reforma antecipada.
E a amargura do homem sente-se no olhar cansado que lança sobre o futuro do jornalismo:
"You need to ask yourself: Is more better, and is all that calls itself news really news".
Por mais respeitada que seja o percurso profissional de um jornalista, um só desvio pode condená-lo a um purgatório de duração indefinida e ocorre-me, naturalmente, a ideia: será que se passa o mesmo com um arquitecto que assinou uma obra pouco funcional ou com um advogado que defendeu menos bem um arguido ou com um professor que não conseguiu agarrar um aluno à importância de um assunto, ou com um jogador de futebol que falhou uma grande penalidade importante, ou com um actor que participou numa fita de fraca qualidade, ou com um gestor que não soube gerir uma empresa pública, ou com um ministro que não geriu bem a sua pasta...ou com...?
Dan Rather é o exemplo internacional mais recente, para o qual sempre encontro um paralelo nacional - o de Francisco Sena Santos.
Informação original recolhida no The National Debate.

Publicado por lasantos em novembro 17, 2005 03:22 PM | TrackBack
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