Seguindo uma das muitas sugestões diárias do Pedro Fonseca fui dar a um texto de carácter editorial do respeitado Christian Science Monitor, sob o apelativo título: "O que é um jornalista?".
Uma leitura rápida pode chegar a iludir-nos.
Uma leitura rápida pode levar-nos a pensar: "ora aqui está um jornal tradicional, a reflectir de forma madura sobre a influência da blogosfera no jornalismo".
Alto!
Vamos enganados!
Vamos ler com mais atenção e perceber que o texto é uma espécie de propaganda-encapotada-para-uma-profissão-aterrada-com-o-espectro-da-mudança.
E isso faz dele apenas mais uma oportunidade perdida.
Uma tradicional abertura divertida logo nos direcciona para uma palestra sobre o jornalismo sério, muito exigente e com custos muito elevados que - "for all its flaws" - entrega aos seus leitores/ouvintes/telespectadores um resultado que prima pela transparência e pela credibilidade.
Os bloggers - esses - são no mais das vezes "overtly political" e "operate without much of the same editing as the old-style media".
A grande questão será, portanto, a seguinte:
"Not everyone who simply gathers information and disseminates it can be called a journalist. The craft requires skill in finding story ideas and facts, cultivating sources, and then presenting news in a way that serves the public interest. It requires specific talents for research, interviews, and distillation of information; sifting rant from reality; and then presenting it with clarity, accuracy, speed, and relevance. In giving access to a reporter, newsmakers must be mindful of those essential skills".
Certíssimo.
E será que é precisamente porque isso não acontece com cada vez mais regularidade que os blogs com conteúdos informativos são tão populares?
E será que essa popularidade não devia provocar mais reflexões introspectivas entre os profissionais e - sobretudo - entre os que determinam as regras do negócio?