Acompanhei esta tarde a última viagem do José Saraiva e, como sempre acontece nestes momentos, ali encontrei e re-encontrei muitos dos que partilharam a sua vida cheia.
Vou sempre lembrar-me do homem que, de fato cinza claro e cigarro na mão, percorria a redacção de forma agitada e sonora.
Vou lembrar-me da forma como ao mesmo tempo protegia e inquietava jovens estagiários como eu.
E vou lembrar-me de frases como: "um jornalista não tem horários".
O resto...o resto naturalmente empalideceu com o tempo. E assim ficará.
Paz, Saraiva.