Hoje fui votar de manhã.
Votei duas vezes - a primeira, a sério, a segunda, à saída, para a sondagem da SIC.
Já ao almoço, em família, conversámos sobre as nossas vidas, as crianças, os amigos. Não nos ocorreu falar de política. Nem das opções de cada um.
Um almoço normal de domingo.
E esta normalidade só ganha relevância quando encostada a uma frase que também hoje ouvi de Jorge Sampaio: " para quem passou os primeiros 34 anos de vida sem poder fazer isto, há sempre um significado muito forte".
Pois há.
Nós é que nem nos lembramos.
E, se calhar, assim é que está bem.
Como se fosse tudo absolutamente normal.
E votaste igual das duas vezes?
Não estou a brincar, há um caso que ainda não foi estudado e que mostra que as pessoas terão votado na urna de uma forma e para as televisões de outra - a eleição de Rui Rio! Todas as empresas de sondagens deram a vitória do ex-presidente com base em estudos feitos à boca da urna e... Rui Rio é que é o presidente!
Votei de forma igual das duas vezes.
Tens razão quanto à eventual imprevisibilidade do processo, mas acho que isso só se percebe em situações limite, como foi o caso no Porto. A margem de erro deve ser bastante aceitável.