novembro 25, 2004

um 'caso Marcelo' perto de casa - 2

Um grupo de estudantes da Universidade do Minho (maioritariamente do curso de Comunicação Social) manifestou-se ontem contra aquilo que considera ser a atitude censória da Associação Académica (AAUM) face à Direcção do seu jornal oficial, o 'Semanário Académico'.
A manifestação foi, tanto quanto pude presenciar, ordeira e decorreu na presença do próprio presidente da AAUM e de alguns outros elementos dirigentes.
Creio que os demitidos deixaram clara a sua posição e que os demissores fizeram por deixar clara a sua (ver textos, na imprensa de hoje, sobre o assunto aqui e aqui e neste blog; o texto de Alexandre Praça, no diário Público, não está disponível na edição online).
Fica por tratar a questão de fundo - a da percepção que os jovens dirigentes associativos universitários têm da comunicação social, em geral, e dos orgãos que tutelam, em particular.
E fica por perceber se a manifestação funcionou, para muitos deles, como um apelo à reflexão consciente, profunda e informada, ou como mais uma das 'acções a evitar' (na lógica da pequenina manobra de bastidores que, a muitos, tanto jeito dará em naturais vidas políticas futuras).

PS: No primeiro post que escrevi sobre este assunto recebi um comentário insultuoso que, deliberadamente, resolvi manter no blog.
Fica, aqui, formalizado o meu lamento.

Publicado por lasantos em novembro 25, 2004 05:34 PM
Comentários

Gostava de ouvir a opinião do "Pedro" sobre isto...

Afixado por: Eduardo em novembro 26, 2004 01:17 AM

"Quem muito pensa e nada faz ou é burro ou é incapaz" ,ou seja,quem escreve a pensar que é dono e senhor da razão sem o minimo conhecimento da situação,deveria passar mais alguns anos a estudar,a ler, e as normas de bem analisar as situações,com um minimo de independencia e seriedade.
VAMOS ESCLARECER:
O jornal "académico" não acabou;apenas a sua direcção foi demitida.Como se pode constatar,esta semana o académico foi lançado novamente.
Foi demitida por incapacidade dos seus projectos de jornalistas produzirem com isenção qualidade e verdade ,os factos noticiosos da nossa academia.Tal situação agrava-se na medida em que estamos a lidar com futuros jornalistas que já têm estes vicios.É este jornalismo que queremos? Como será possivel com independencia alterar consecutivamente factos? Contra factos não há argumentos. Se desejar podemos-lhe facultar com precisão quais os factos e ceder-lhe alguns académicos. Facilmente podemos provar que demitimos a direcção do académico, porque queremos um jornal isento na academia, e não pela direcção demissionaria ser isenta.

Afixado por: paulo em novembro 26, 2004 01:22 AM

Caro Paulo,

Presumo que a sua primeira frase é uma espécie de acto de contrição.Uma admissão de falha nos actos, nas palavras e nas acções, por parte da AAUM. Registo com agrado.
Estamos todos, desde o início desta trapalhada, à espera que a Direcção da AAUM explique as suas razões e apresente os tais factos que diz constituirem a base da sua decisão.
Factos - recordo - e não juízos de valor.
Já agora, seria interessante - e é nesse sentido que aponto no post - saber que concepções de "rigor jornalístico", "qualidade" e "verdade" defendem os elementos da Direcção da AAUM.
Cá estaremos para as ouvir com atenção.

Afixado por: lsantos em novembro 26, 2004 10:26 AM

Só mais uma nota que considero relevante neste contexto.
O Paulo a quem me dirijo pode não ser 'Paulo'. O endereço de e-mail que deixou (ppp@portugalmail.pt) não existe.

Afixado por: lsantos em novembro 26, 2004 10:38 AM

Pois é... é por este tipo de "Pedros" e "Paulos" que se rege a noção de verdade da AAUM. Que apóstolo se seguirá?

Afixado por: Eduardo em novembro 26, 2004 01:45 PM

O prof. Luís Santos não precisa que defendam os seus pontos de vista, sobretudo numa questão tão clara e evidente como esta – a avaliar pela informação pública disponível. No entanto, porque estas questões mexem comigo, e porque os blogues estão já a deixar de ser apenas uma brincadeira feita levianamente na web, para se tornarem num meio de comunicação mais sério, ocorre-me dizer o que se segue.
Fui aluno do prof. Luís Santos durante dois anos na U.P. Tenho-o como uma pessoa empenhada no ofício de ensinar e intelectualmente séria, indisponível para causas obscuras, que não merece ser insultada por um qualquer anónimo Paulo. Infelizmente, a exposição pública tem por vezes estes inconvenientes, vindos de quem não sabe que «somos também o que discutimos e a forma como o fazemos».

Deixo-lhe aqui a minha solidariedade.

Afixado por: Carlos Romão em novembro 26, 2004 03:09 PM

Visto que estamos numa estrutura democrática, não posso começar este comentário sem antes pedir a autorização formal às Autoridades competentes: "Paulo" e "Pedro" posso? Obrigado.
Agora sim: as Instituições funcionam. "Estamos a lidar com futuros jornalistas que já têm estes vícios". E o mais grave é que são futuros políticos que o dizem. Os meus dois anos e meio como membro da Redacção do Semanário Académico aguardam tranquilamente os factos.
"Pedro"... "Paulo" posso publicar?
Obrigado.

Afixado por: Sílvio Mendes em novembro 26, 2004 06:17 PM

Eduardo, talvez o Judas Iscariotes, esse grande símbolo da ética e da moralidade!abraço

Afixado por: Filipe Alves em novembro 26, 2004 06:41 PM

Quero só apresentar a minha solidariedade para com uma pessoa que nada tem a provar a ninguém. O professor Luís Santos já deu provas das suas capacidades e, como ele próprio já referiu, é avaliado pelas autoridades competentes e não por um qualquer "badameco" que procura afirmação e reconhecimento académico e social!

Um grande abraço professor e conte com o meu apoio.

Afixado por: Carlos Sousa em novembro 26, 2004 07:45 PM

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